Conclusão: Qual será a cara da teologia do século XXI?

Neste trabalho apresentamos as principais escolas teológicas do século vinte e seus respectivos arautos. É claro que nessa abordagem, alguns nomes inevitavelmente ficaram de fora, e outros, como Emil Brunner, não puderam ser apresentados em um capítulo próprio. Não tivemos com isso nenhuma intenção de reduzir a importância Brunner ou qualquer outro teólogo contemporâneo, apenas tentamos apresentar os nomes associados às respectivas escolas, e nesse aspecto, o nome de Brunner está bem associado ao de Karl Barth e à teologia dialética.

Nossa exposição começou com uma abordagem panorâmica do pensamento de Kant, Marx e Darwin, e da influência desses pensadores sobre a teologia contemporânea. Apesar de ser mencionado já na introdução, demos também a Immanuel Kant um capítulo à parte, pois temos considerado que sua influência sobre a teologia do século vinte é maior que o de qualquer outro. Um contemporâneo de Kant que também influenciou a teologia do século vinte foi Soren Kierkgaard, mas não lhe dedicamos um capítulo especial porque entendemos que ele foi um teólogo cristão e não especificamente um filósofo secular como Kant e Marx. Também entendemos que seu nome caberia melhor em um ensaio sobre a teologia do século dezenove, o que um dia faremos, se Deus permitir.

O teólogo de maior projeção dentro da teologia contemporânea é Karl Bath. Consideramos injusto que nomes como Barth, Bultmann e Tillich, tenham tanta repercussão quando outros como Pannemberg e Cullmann, muito mais ortodoxos que os três primeiros, são quase ignorados. Parece que a popularidade de um teólogo está mais relacionada ao grau de inovação que ele apresenta do que com a coerência lógica, bíblica e sistêmica de seus escritos. A grande lição que o século vinte nos ensinou foi: “saia da linha ou seja esquecido”. Ainda bem que não escrevemos nossas obras para obter lisonjas dos homens.

Barth inspirou-se na filosofia existencialista e principalmente em Kant para elaborar o seu conceito teológico de Deus, definindo-o como Totalmente-Outro. Ao fazê-lo, inevitavelmente isola Deus do outro lado do abismo, tornando difícil conhecê-lo e relacionar-se com ele. Seguindo Kant, ele faz distinção entre Historie e Geschichte, alegando que a primeira diz respeito à história objetiva e secular, enquanto o segundo diz respeito à história subjetiva e sacra, sendo equiparada à própria fé. Os milagres, a ressurreição e outros atos sobrenaturais narrados na Bíblia não são Historie, e sim Geschichte, portanto, não devem ser confrontados na esfera secular. Em suma, tais acontecimentos não são eventos históricos. Uma distinção semelhante ocorre em Bultmann, que propõe uma distinção entre história e fé, entre o Jesus histórico e o Cristo kerigmático. Para Bultmann, o Jesus descrito nos evangelhos não é o Jesus histórico, e sim uma mera narrativa mítica. Ele insiste que a Bíblia está cheia de mitos, e que deve ser desmitificada por nós. Bultmann também nega todo valor objetivo da Bíblia como Palavra de Deus, equiparando-a a qualquer narrativa antiga. Quanto aos milagres, ele é cético: todas as narrativas miraculosas não passam de mitos.

Para refutar a teologia de Bultmann, surge o Dr. Oscar Cullmann com a Heilsgeschichte, ou simplesmente “História da Salvação”. Para Cullman não existe duas histórias, uma cristã e uma secular, aliás, ele sequer admite uma história secular. Para ele, toda história é História da Salvação. A história abrange os atos portentosos de Deus em favor da nossa redenção. Uma característica interessante de Culmann é que ele aceita o desafio de Bultmann e apresenta suas elucubrações partindo de alguns pressupostos da crítica formal, porém, discordando dele quanto às conclusões. A sua ênfase é extremamente cristológica, o que levanta inclusive algumas objeções sobre a sua teologia. De qualquer forma, a teologia de Cullman é uma ponta de esperança para o pensamento teológico contemporâneo, bem como Pannemberg, que construiu a sua teologia tendo por base a história. Em uma época em que os teólogos faziam questão de distinguir entre teologia e história, Wolfhart Pannenberg construiu uma teologia sobre o alicerce da história, salvando assim a historicidade do cristianismo.

Porém, apesar de Cullmann e Pannemberg terem prestado um relevante serviço á ortodoxia (ainda que nenhum deles é considerado literalmente ortodoxo), nem todos os teólogos contemporâneos assumiram a mesma postura. A maioria deles parecia estar mais ligada às idéias de seu tempo do que à Palavra de Deus, aliás, a própria expressão “Palavra de Deus” caiu em desuso no decorrer do século vinte.

Na década de sessenta, surge um grupo de teólogos cujo exacerbado esforço era elaborar uma teologia que estivesse mais próxima dos problemas da humanidade. O problema é que essa idéia foi levada ao extremo. O patrono da teologia secular, Dietrich Bonhoeffer ficou conhecido por participar de um complot contra a vida de Hitler. É essa teologia ativista que os teólogos secularistas propõem. A Cidade Secular, de Harvey Cox, Honest to God, do “bispo” John Robinson, foram as principais obras desse movimento. Outro importante teólogo secularista foi Paul Van Buren. Ele foi sem dúvida o mais radical deles. Nessa mesma época surge na América Latina a Teologia da Libertação, com pressupostos bastante semelhantes. Buscando inspiração não na Bíblia, mas na filosofia socialista de Karl Marx, essa nova escola teológica agitou o cenário teológico nas décadas de sessenta e setenta. No Brasil, o principal expoente dessa nova e estranha doutrina é o ex-padre e posteriormente professor da PUC-SP, Leonardo Boff. A heresia fomentada por católicos romanos como Juan Luís Segundo, Hugo Assman e Gustavo Gutiérrez Merino; e protestantes como Rubem Alves, Emílio Castro, José Míguez Bonino e o então missionário no Brasil, Richard Shaull, buscava consolidar uma teologia que pudesse oferecer respostas ao clima ditatorial e à crise econômica latino-americana. A resposta por eles é uma afronta à teologia, sobretudo à teologia protestante, pois faz do marxismo o maior dos atos de Deus na história.

Várias outras tentativas de amoldar a teologia à praxe modernista também foram elaboradas. Joseph Fletcher afirmou que a moral não é absoluta. Nossos atos não deveriam ser julgados por padrões absolutos e uma ética relativa se infiltrou na teologia contemporânea. Usando pressupostos do existencialismo, do pragmatismo e das filosofias relativista e positivista, a Ética Situacional apregoa uma teologia na qual os fins justificam os meios. Não há conduta errada quando se quer alcançar um fim nobre. Esse pragmatismo também está presente na Teologia da Libertação e na Teologia Secular, mas nada tem a ver com a Bíblia, que nos ensina que melhor é o sofrer fazendo o bem do que fazer o mal para que os advenham bens. Pecar deliberadamente para que a graça seja mais abundante, militância contra governos que se oponham aos nossos valores, tudo isso soa dissonante ao supremo às palavras de Jesus no sermão do monte. Somos bem-aventurados quando somos perseguidos e vilipendiados, e não o contrário. A Ética Situacional, assim como outras teologias modernas, nega o sobrenaturalismo das escrituras e se esforça para reinterpretar as narrativas miraculosas em termos existenciais. Desse modo, a morte de Cristo não foi substitutiva, e sim uma demonstração de amor.

Em seu afã de apresentar uma teologia que pudesse se adequar aos padrões mundanos e às crenças seculares, muitos teólogos do século vinte perderam completamente o senso de direção. Como homens loucos, eles corriam desesperados em busca de uma associação que pudesse “salvar” à teologia. A Bíblia cada vez mais parecia um livro ultrapassado e cada vez mais os teólogos procuravam muletas seculares para amparar à Bíblia. Vemos isso na teologia do padre católico Teilhard Chardin. Esse teólogo católico teve a mente tão doutrinada pelas teorias evolucionistas que chegou a apresentar o próprio Deus, aquele que a Bíblia descreve como imutável, como um Ser em evolução. Não é preciso dizer que ele teve que fazer um esforço hercúleo e muita eisegese para conciliar o criacionismo bíblico e o evolucionismo, duas teorias totalmente opostas uma à outra.

Outra mostra desse desespero é a teologia de Jurgen Moltmann, conhecida como Teologia da Esperança. Essa teologia é de ênfase escatológica, mas a escatologia de Moltmann nada tem a ver com a noção tradicional que envolve o retorno de Cristo e a entrada dos crentes no estado eterno. Na perspectiva de Moltmann, nem mesmo Deus é eterno, uma vez que ele decidiu entrar no tempo, tornando-se um ser meramente temporal. Esse conceito tem suas base na filosofia ateísta de Nietzche e aparece também na Teologia do Processo. O “Deus Finito” não é o único problema da teologia de Moltmann: ele também nega que a ressurreição de Cristo seja um fato histórico. Ora, “se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé”. A moralidade de Molmann, assim como a de Fletcher, é relativa e pragmática. Para ele não existe o problema da violência versus não-violência. A questão central não é a violência em si, e sim se a violência é justificável ou injustificável. Para Cristo, porém, a violência é desaconselhável em qualquer situação.

Charles Hatshorne é o preconizador da Teologia do Processo. A característica principal dessa teologia é a afirmação de que Deus é um ser temporal e está sujeito ao tempo, bem como a mudanças e a evolução moral. É fácil fazer um paralelo entre Moltmann e Chardin: assim como Moltmann, ele afirma que Deus tornou-se finito e temporal, e como Chardin, ele assevera que Deus está em constante processo evolutivo. Contudo, apesar da semelhança com as teologias de Moltmann e Chardin, a principal influência de Hatshorne foi o matemático e filósofo Alfred North Whitehead. Essa teologia também é conhecida pelo nome de Teísmo Aberto e Teísmo do Livre-Arbítrio. Deus, segundo essa concepção, não é um Ser Onisciente, mas um ser finito e limitado ao tempo. Ele fatalmente não pode prever o futuro. A conseqüência direta dessa teologia é simples: se Deus não tem o controle dos contingentes futuros, não há nenhuma razão para depositarmos nele alguma confiança. Esse teísmo anti-bíblico mina toda confiança que o crente deposita na Bíblia, e deve ser logo descartado.

O teólogo mais controverso do século passado, no entanto, não foi Hatshorne, Bultmann ou Barth, mas um que se posicionou bem na fronteira entre esses dois pensadores: Paul Tillich. Valendo-se de pressupostos existencialistas e liberais, Tillich elaborou uma teologia que ficou conhecida pelo nome Teologia do Ser. Ele propõe reinterpretações da Bíblia, muito das quais beiram o absurdo. Entre as doutrinas por ele modificadas estão a encarnação, a natureza do pecado e a própria salvação. Sua própria teologia está baseada em um ser impessoal, reduzido à mera força racional e criadora. A ressurreição também é reinterpretada por ele, retirando assim a base da esperança cristã (cf. 1Co 15.13-19). Embora em alguns círculos Paul Tillich seja citado como o “teólogo dos teólogos”, da perspectiva conservadora ele não passa de um herege.

Reservamos os dois últimos capítulos para abordar dois movimentos que estão em acelerado crescimento em nosso país, à saber, o pentecostalismo e o neopentecostalismo. Nascido na Califórnia, o moderno movimento pentecostal teve como principal pregador o pastor William Seymour, e o principal teólogo e sistematizador das doutrinas pentecostais foi Charles Parham. Não foi apenas a importância dessas duas teologias no cenário brasileiro que lhe renderam um lugar especial neste trabalho, mas também a dissociação dessas dois movimentos das demais escolas contemporâneas de intrepretação teológica. O pentecostalismo, como já vimos, encontra suas raízes no Movimento de Santidade e tem em John Wesley seu principal antecessor. Trata-se de uma tentativa de voltar à fé cristã primitiva, de tal forma que o movimento foi chamado em seus primórdios de Restauração da Fé Apostólica. Muitos excessos foram cometidos nessa tentativa de retorno ao modo de culto primitivo, mas isso não desqualifica o movimento como um todo. De modo geral, podemos perceber no pentecostalismo certo frescor. Ele surge como chuva serôdia em meio ao árido cenário teológico do século vinte e mantém-se na contramão de Bultmann, Barth, Tillich e dos demais teólogos de influência no século vinte. Hoje, mais de um século depois, olhamos ao nosso redor e indagamos pelas igrejas liberais e neo-ortodoxas. Como disse o Rev. Hernandes Dias Lopes em palestra no congresso Vida Nova de Teologia, “as igrejas liberais nasceram fadadas ao fracasso”. É simplesmente impossível encontrar uma só igreja liberal com membresia superior a cem membros. As igrejas pentecostais, ao contrário, vivem abarrotadas e há constante necessidade de se construir novos templos.

O neopentecostalismo surge na década de setenta como uma deturpação do movimento pentecostal e como reflexo de uma cultura capitalista. O próprio neopentecostalismo é um materialismo disfarçado de cristianismo, prostrado ante Mamon em adoração. A tendência dos “poderosos” sempre foi usar o poder em benefício próprio, e não demorou para que um grupo de pentecostais, esquecendo do exemplo de Jesus na tentação de Mateus capítulo quatro, estabelecesse uma teologia para verter as bênçãos espirituais em materiais e essas sobre si mesmos. Kenyon, Cooperland e Hagin formam a ala mais materialista do movimento, enquanto Benny Him endossa a fileira espiritualista. No Brasil, os principais expositores desse movimento pragmático-mercantil são RR. Soares e Edir Macedo. Atualmente há também pregadores pentecostais aderindo à idéias do movimento neopentecostal, como por exemplo o Pr. Silas Malafaia, da Assembléia de Deus, que inclusive escreve livros sobre prosperidade e promove a Bíblia de estudo do Morris Cerrullo, a Bíblia da Batalha Espiritual e Vitória Financeira, que já ganhou o apelido de Bíblia do Milhão.

É difícil enumerar uma a uma as diversas conclusões à que chegamos, haja vista que ao final de cada capítulo são apresentadas várias objeções às respectivas escolas, e repeti-las agora seria uma tarefa enfadonha e pouco proveitosa. A análise da teologia do século vinte nos ensina pelo menos três coisas. A primeira é que do ponto de vista conservador, nem sempre há justiça em teologia. Parece que para ganhar projeção no meio evangélico é preciso romper com os antigos padrões e fomentar o erro no seio da cristandade.

A segunda conclusão à que chegamos é que mui dificilmente um pensador escapará às idéias do seu tempo. Os teólogos do século vinte foram grandemente influenciados pelas idéias teológicas e filosóficas de pensadores anteriores a eles. Quer seja por Immanuel Kant, Sheleiermacher e Soren Kierkgaard, como no caso de Brunner, Barth, Tillich e outros tantos teólogos neo-ortodoxos, ou por Nietzche e Overback, como é o caso de Jurgen Moltmann, o certo é que nenhum deles escapou das influências do seu tempo. Qualquer que leia a obra de Teilhard Chardin logo se dará conta de que o evolucionismo para ele está acima da teologia e que as idéias de Darwin são mais aludidas por ele que os portentosos atos de Cristo. Até no pentecostalismo podemos perceber as idéias previamente concebidas por John Wesley e no neopentecostalismo, vemos de cara a influência da filosofia pragmatista norte-americana e até mesmo idéias da seita Ciência Cristã. Tudo isso torna o trabalho do teólogo muito árduo, aumentando a necessidade de apologistas cristãos entre nós. A verdade é que herdamos uma teologia deturpada, fruto do casamento da teologia com a filosofia existencialista. Isso porém, não significa que toda filosofia seja ruim; há também a boa filosofia e como disse C.S. Lewis, “se não há razão para existir a filosofia, que ela exista ao menos para refutar a filosofia ruim”. O problema é quando a filosofia ruim ou irracional arroga para si o status de verdade universal.

A terceira conclusão é que embora seja muito difícil escapar do nosso invólucro cultural, não devemos sujeitar a nossa teologia às novas tendências, correntes filosóficas e modismos pós-modernistas, à fim de agradar as mentes contemporâneas. Essa tentativa foi feita no século passado por neo-ortodoxos e liberais, e fracassou. No entanto, aquelas igrejas que permaneceram fiéis à tradição reformada e ao cristianismo histórico, permanecem até hoje. A razão disso é que o homem não está simplesmente buscando uma doutrina para concordar; ele está em busca de uma fé para viver. A necessidade do homem ainda é a salvação. É por isso que um evangelho sem cruz, sem salvação, ressurreição ou imposições morais, ainda que pareça agradável aos ouvidos no início, logo será abandonado: Ele fatalmente fracassa por não pode satisfazer às exigências da alma humana.

Diante de tudo o que temos exposto, ainda permanece uma pergunta: Até que ponto nós somos ortodoxos? Muitos teólogos do século passado se perderam nas idéias do seu tempo de tal forma que as suas abordagens dificilmente podem ser consideradas cristãs.    E a nossa teologia? Ela ainda pode ser considerada cristã? Ora, hoje estamos analisando a teologia do século vinte, mas amanhã serão analisados os pressupostos teológicos do século vinte e um. O que dirão da nossa teologia? Ou será que nós não temos pressupostos? Sim, os temos. E na verdade, nós analisamos e julgamos a teologia contemporânea à luz das nossas pressuposições, isso porque, como bem afirmou o controverso Rudolf Bultmann, “é impossível exegese sem pressupostos”. Portanto, nesse início de século, faz-se necessária a avaliação dos nossos paradigmas e não apenas a simples adequação dos mesmos à interpretação bíblica. Precisamos olhar para os erros do passado e com muita cautela construir a teologia do futuro. Devemos nos esforçar ao máximo para fazer da Bíblia o nosso pressuposto básico, se quisermos construir um edifício teológico bem alicerçado para o futuro.

Terminamos assim a nossa introdução à difícil matéria de teologia contemporânea. Não foi possível apresentar uma obra completa ou fazer uma analise dos pormenores dentro de cada escola. Entendemos que tal esforço cabe mais a uma enciclopédia que a um ensaio de teologia. A nossa principal intenção, além de introduzir estudantes de teologia no panorama teológico do século vinte, é levá-los a refletir sobre as bases sobre a qual a teologia do século passado foi edificada, incitá-los a pensar de modo crítico e com isso propor uma analise concernente ao fundamento sobre o qual construiremos a teologia do século vinte e um. Agora, cabe a cada teólogo fazer a sua parte nesse edifício, e amanhã, com certeza, saberemos o resultado dessa construção.  No momento, uma música do cantor evangélico João Alexandre parece representar bem o quadro do protestantismo brasileiro. Esperamos que o que hoje é um fato, amanhã seja apenas história.

É proibido Pensar – João Alexandre

Procuro alguém pra resolver meu problema

Pois não consigo me encaixar nesse esquema

São sempre variações do mesmo tema

Meras repetições

A extravagância vem de todos os lados

E faz chover profetas apaixonados

Morrendo em pé, rompendo a fé dos cansados,

Em suas canções

Estar de bem com a vida é muito mais que Renascer

Deus já me deu sua palavra e é por ela que ainda guio o meu viver!

Reconstruindo o que Jesus derrubou

Recosturando o véu que a cruz já rasgou

Ressuscitando a lei, pisando na graça

Negociando com Deus

No Show da Fé milagre é tão natural

Que até pregar com a mesma voz é normal

Nesse evangeliquês Universal

Se apossando dos céus

Estão Distantes do Trono, caçadores de Deus, ao som de um shofar

E mais um ídolo importado dita as regras para nos escravizar…

É proibido pensar.

Sobre teologiacontemporanea
Sou um jovem precoce, que escreve umas notas ácidas e subversivas, ensaios de apologética e reflexões interessantes, mas como todo blogueiro, as vezes falo muita abobrinha... Fui encontrado por Deus. Eu não fiz nada: ele fez tudo. Me salvou, e agora vivo para ele. Aos 18 anos fui enviado ao campo missionário, e até hoje é isso que eu faço: sei que não vou mudar o mundo, mas tento fazer a minha parte. Estudei teologia, pois tinha a ilusão de que assim iria conhecer a Deus. Que idiota! Pensei que podia conter o oceano. Ainda bem que acordei a tempo. Os arminianos dizem que eu sou cavinista; os calvinistas me chamam de arminiano. Os pentecostais me chamam de cessacionista, e os cessacionistas me chamam de pentecostal. Os menos avisados pensam que eu sou Emergente. Mas eu digo a todos eles que sou apenas um CRISTÃO. Enfim, se quer saber quem eu sou e o que eu penso, leia meus blogs. http://www.pulpitocristao.com http://teologiacontemporanea.wordpress.com

3 Responses to Conclusão: Qual será a cara da teologia do século XXI?

  1. Gostei do conteudo, bem extenso e detalhado. Pax Vobis.

  2. ulisses efatá disse:

    Parabéns pelo ótimo estudo, funcionou muito bem como introdução ao complexo tema, deu um bom panorama de cada escola.

    A única ressalva que faço é ter considerado os últimos capítulos muito extensos, tanto na comparação com os anteriores como na inclusão de fatos recentes que possivelmente não terão tanta relevância histórica.

    Mas reafirmo meus parabéns, elogiando o trabalho como sendo o melhor que encontrei até hoje na web.

    Graça e Paz.

  3. Pingback: Apresentação e índice « Teologia Contemporânea

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